Vamos ressignificar o seu medo de falar em público? Basta olhar sob uma nova perspectiva: às vezes, o que você tem nada mais é do que uma certa insegurança para saber por onde começar — e isso mexe, especialmente, com sua obsessão pelo perfeccionismo. Um curso de oratória pode entregar a bússola que você precisa para chegar mais perto dos palcos. No Tipo Speaker, a SPUTNiK ajuda a despertar o orador que existe em você. Em um dia, apresentamos as ferramentas para construir, no discurso, aqueles efeitos especiais que vão garantir que a história que você conta para a audiência dispare faíscas de encanto e de engajamento. 

A seguir, vamos desconstruir a ideia de que falar em público não é para todos. Puxe o ar com todas as suas forças e comece a soltá-lo devagar: ter uma boa oratória envolve prática e, sobretudo, muita concentração e controle sobre o que você está prestes a compartilhar.

Afinal de contas, o curso de oratória é uma prática que antecede, até mesmo, o surgimento da leitura.

Todos nós, em algum momento, deveríamos ter acesso a um curso de oratória. Afinal, ela desenvolve um conjunto de habilidades que, por vezes, passam batido do nosso dia a dia, mas sempre são lembradas por nós quando mais precisamos. A oratória não é apenas uma habilidade comportamental para seduzir plateias: também é uma ciência que mistura arte, comportamento e, até mesmo, a forma como nos relacionamos com o corpo. Não é à toa que ela já estava presente lá nos primórdios da saga da Humanidade para construir os campos pilares do seu Conhecimento. 

É sabido a data e o local do primeiro manual de oratória da História: século V a.C., em Saracusa, na Sicília (atual região da Itália, mas, na época, território do Império Grego). A dupla de gregos Tísias e Corax desenvolveram um manual que pudesse acompanhá-los naqueles que são tidos como os primeiros projetos de curso de oratória. Afinal, à época, era muito comuns as brigas por propriedades de terra, entre a população e o governo, e os advogados assumiam um papel de destaque na sociedade. Para manter o status, contratavam aulas de retórica (aquela famosa arte de convencer o público) que, entre outras coisas, traziam lições valiosas de oratória.

Logo depois, as lições de Aristóteles sobre o tema foram eternizadas, como estudo científico, por seu discípulo Platão. Aqui, já observamos que a oratória ganha um corpo de ciência graças a um lado voltado às suas normas e técnicas, e a capítulos do filósofo que são relacionados a questões mais subjetivas, como dicas para desenvolver ligações emocionais entre quem discursa com o público, como o domínio do despertar do carisma e da empatia.

Na Roma Antiga, com a consolidação da República, o acirramento das disputas políticas, para cativar o voto da população, levou estudiosos a desenvolverem técnicas que, na Idade Média, seriam aperfeiçoadas e também contemplariam questões como dicção, tom de voz e expressões corporais, uma vez que, antes, as primeiras vertentes da ciência ainda estavam muito voltadas ao relacionamento entre orador e público, além do contexto cultural e político em que a comunicação era realizada. E com o passar dos séculos, a oratória deixou de ser uma ciência disponível apenas para a elite, tornando-se cada vez mais acessível para outras camadas sociais. E ganhou ainda mais corpo a ideia de que, quase sempre, a prática supera uma possível inclinação natural (ou dom) para falar em público: qualquer um que tiver um curso de oratória à disposição, e muita disciplina para fazer a lição de casa, estará pronto para ser um líder em todos os seus discursos.

Durante a História, também observamos como experiências de curso de oratória levaram grandes personalidades à perda do medo e, consequentemente, realizaram grandes discursos em acontecimentos emblemáticos. Um grande exemplo é o rei Jorge VI (1895-1952), que, na Inglaterra prestes a entrar na II Guerra Mundial, precisou assumir o trono repentinamente após a abdicação do irmão e, vítima de gagueira, contrata um fonoaudiólogo para ajudá-lo a perder o medo de falar o público, e a realizar com maestria alguns discursos notáveis, como os proferidos no rádio assim que a guerra começa. A história foi imortalizada no filme O Discurso do Rei, que ganhou diversos prêmios, incluindo o Oscar de Melhor Filme(2011). Um exemplo de que autoconhecimento e inteligência emocional são aptidões que todos nós precisamos desenvolver, principalmente quando associadas à arte de contar histórias.

Principais habilidades desenvolvidas em um curso de oratória

Para ter certeza de que este é o momento certo para contratar um curso de oratória, que tal conhecer os principais benefícios desse tipo de aprendizado? Uma ciência transdisciplinar, a oratória, conforme já mencionamos, traz vantagens que afetam o modo como nos posicionamos no mundo, da cabeça aos pés.

  1. Storytelling

Comunicar, com a arte da oratória, é uma forma de compartilhar uma das maiores paixões dos humanos: histórias. Aprender a se expressar também envolve construir um roteiro que vai trazer dados, emoção e empatia na medida certa. Seus minutos no palco, com o curso de oratória, transformam-se em um pequeno espetáculo que vai prender a atenção do público do começo ao fim. Apresentação, coerência da história e até mesmo a combinação de outros recursos com a sua fala são alguns dos elementos técnicos trabalhados durante um curso de oratória. 

  1. Controle da entonação da voz

O equilíbrio da voz é muito importante para transmitir segurança a proximidade com o público. O curso de oratória ensina quais são os níveis vocais ideais para prender a atenção e, ao mesmo tempo, quebrar barreiras com a audiência, aproximando-a do conteúdo e, claro, de você. 

  1. Qualidade vocal

Para não perder o fôlego durante a apresentação, o curso de oratória vai ensinar como criar uma rotina de cuidados diários com a voz, fazendo com que você desenvolva uma outra relação com uma das suas ferramentas de trabalho mais importantes. 

  1. Expressão corporal: 

Onde ficam as suas mãos enquanto fala? Uma gesticulação exagerada e uma postura relaxada podem tirar a credibilidade logo nos primeiros minutos no palco. Uma das principais lições do curso é, portanto, calibrar a forma como seu corpo comunica, para que esteja sintonizado com a voz e com a história que você quer contar.  

  1. Autoconfiança:

Ao perceber as mudanças do seu discurso durante as aulas, você vai perceber como um curso de oratória também é um bom caminho para desenvolver a sua própria autoestima. Se antes você fugia dos palcos, vai ficar correndo o risco de virar o famoso zé palestrinha(mas,cuidado, que falar demais, como todos os exageros da vida, também atrapalha). 

  1. Proximidade com o público:

O curso de oratória vai ajudar a estabelecer ligações emocionais com a audiência. Ao final da apresentação, será como se ela estivesse diante de um velho amigo seu: você e a história que permitiu que seu público também se apropriasse dela como sua. 

  1. Memorização: 

Esqueça a famosa cola. Um orador confiante apresenta o discurso como algo seu em todos os detalhes. E ,um deles, e que não passa despercebido da audiência, é a prova do quanto você conhece, ou vive, o que está comunicando. No curso de oratória, são desenvolvidas técnicas para ter o roteiro mais do que programado na sua mente, de modo que as palavras apenas fluam quando for a vez de proferi-las, sem aqueles momentos constrangedores de pausa, em que nada do mundo ajuda a resgatá-las da lembrança.

Essas são habilidades que um curso de oratória pode dar conta facilmente. Mas, até lá, também encontramos opções diversas que podem nos aproximar do resultado, enquanto não temos a melhor ferramenta em mãos.

Até lá, o que podemos fazer?

Então, não consegue começar um curso amanhã? Há algumas técnicas que podem ajudar a dar o primeiro passo para vencer o medo.

Faça do espelho o seu melhor amigo

Imagine situações fictícias em que você precisa assumir o comando e compartilhar uma apresentação com o público. E se olhe no espelho. Não tenha medo de encarar o próprio reflexo. Olhe nos próprios olhos, alternando isso com o estudo de como todo o seu corpo se posiciona enquanto você fala. Ao mesmo tempo em que conhece melhor seus erros e suas qualidades, você aprende a construir sua própria presença, ao mesmo tempo em que torna mais fácil a tarefa de encarar uma pessoa enquanto defende sua própria história.

Desperte a imaginação — e aprenda a ser um bom orador, brincando

A timidez ainda assombra? Pratique teatro ou aulas de canto e, de preferência, com outras pessoas. Isso ajuda a desenvolver ligações emocionais que vão mostrar a importância de estabelecer empatia e confiança com a sua audiência. Ao mesmo tempo, a arte aguça a sensibilidade e amplia nossa visão de mundo, o que nos torna mais confiantes e apaixonados pela vida e todos os desafios que ela apresenta — inclusive a de compartilhar histórias com outras pessoas.

Cuide bem da sua voz

Evite tomar líquidos gelados todos os dias. Não arrisque a sua saúde e, consequentemente, a sua garganta ao se expor em ambientes de clima frio sem um agasalho. E busque por exercícios vocais que caibam na correria do dia a dia. Um exemplo é a prática da nasalização: pressione, com força, as narinas com a ajuda dos dedos polegar e indicador e, com a boca fechada, imite o zumbido de uma abelha. Faça isso por cerca de um minuto e com séries de repetição de três a quatro vezes, com intervalos de trinta a quarenta segundos. É uma atividade que vai ajudar a aquecer a voz, e deixar as cordas vocais ainda mais saudáveis.


A arte de falar em público pode ser conquistada após muitos episódios de bloqueio ou de apresentações nem tão bem-sucedidas assim, mas um curso de oratória pode mostrar o caminho das pedras em situações em que, nem sempre, podemos esperar muito, como uma entrevista de emprego que pode ser aquele divisor de águas da sua trajetória profissional. Ou a chance de palestrar em um evento que pode trazer uma repercussão inesperada (e muito desejada) para a sua carreira. Ou, até mesmo, uma mudança repentina de papéis dentro da equipe, em que, do colaborador caladão que só fica diante do computador, será a sua vez de segurar o microfone. Em todos os casos, não perca tempo, e assuma o compromisso de encontrar o tom para a melhor versão da sua história.