3 dicas de educação executiva in company para sua empresa começar agora

 

Muitos estudos confirmaram que não é a inteligência inata que cria o conhecimento, mas o esforço e a prática. As pessoas mais bem-sucedidas dedicam mais horas à prática deliberada de uma atividade, realizando tarefas além do seu nível atual de competência e conforto, observando os resultados e fazendo ajustes. Em meio a um cenário volátil e um futuro incerto, lideranças precisam desenvolver novas habilidades para lidar e passar pela crise, e seus times também. Para empresas navegarem para esse novo mundo que se anuncia, precisarão se adaptar — e se transformar e capacitar internamente pode ser o caminho para isso acontecer. Convidamos, então, lideranças importantes no Brasil – clientes da SPUTNiK – para falar sobre os benefícios da criação de universidades corporativas e projetos de educação in company.

Desde o início dessa série de posts, entendemos que nenhum sistema de aprendizado é tão importante e relevante para nós, como pessoas e profissionais, quanto o que chamamos de Lifelong Learning. Esse aprendizado ao longo da vida acontece não só para os indivíduos, mas também para as empresas, que se adaptam para acompanhar as mudanças pelas quais cada um deles vem passando. E se isso já começava a ser uma revolução antes da pandemia, imagina agora quando entrarmos nessa nova realidade, ainda desconhecida, mas que indica de antemão que tudo precisa de um novo olhar, e com o aprendizado não seria diferente. As empresas do futuro, independente do porte, estão criando espaços que favorecem a capacitação de seus colaboradores para evoluir junto com eles.

Preparado para aprender todo dia?

Em nossa nova pesquisa sobre o Lifelong Learning, a Andréia Matos, pesquisadora que consegue citar poucas coisas que a deixam mais feliz do que aprender algo novo, relatou que a pandemia, na verdade, escancarou e acelerou algo que já era uma realidade antes, que é a liquidez desse mundo que vivemos e que a mudança é a única constante. “A ideia de ser um aprendiz ao longo da vida é fundamental para que estejamos preparados a nos transformar constantemente junto com essa transformação sem fim em todos os âmbitos da vida no século XXI”, ela ressalta, e traz um questionamento que serve para pessoas e organizações: “Para quem o mundo que a gente vivia pré-pandemia era normal para falarmos sobre um “novo normal?”.

Não pense que a idade importa quando falamos de Lifelong Learning: tanto para os Millennials quanto para os profissionais mais maduros, o aprendizado não para nunca. E o envelhecimento do mercado de trabalho – de acordo com a Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, entre 2013 e 2017, o número de pessoas com mais de 65 anos ainda na ativa aumentou 43% (649,4 mil profissionais) – é um fator de peso se levarmos em conta que, quanto mais o profissional, de qualquer idade, for capacitado e atualizado, mais chances de ser bem-sucedido ele vai ter, ainda mais na escassez de vagas em algumas áreas. Para Gustavo Brito, líder de Educação Corporativa no Grupo Boticário e criador da Escola de Rebeldia da Reserva, “as gerações Y e Z têm expectativas diferentes das anteriores com relação às empresas onde trabalham, e esperam que elas sejam plataformas não só para crescimento profissional, mas também pessoal. A educação in company mostra ao colaborador o quanto se importam com o seu desenvolvimento”.

O contexto do aprendizado e do trabalho, no pós-pandemia, será fortemente afetado, e depende da gente fazer com que esse impacto seja para melhor. Gustavo diz também que nesse contexto as empresas vão investir mais em metodologias ativas nas experiências educacionais, e veremos cada vez mais o diálogo ganhando força, assim como o learn by doing e o project-based learning. “Para nós, privilegiados que viverão o novo “normal”, não há mais dicotomia entre online e offline, há o REAL-TIME. A aprendizagem no século 21 pós-COVID19 é em tempo real, com a tecnologia presente para apoiar a transformação de oportunidades de aprendizagem. No trabalho, o novo “normal” não será o mesmo para todas as empresas”.

E a sua empresa, está pronta para descobrir sua nova realidade?

O futuro do conhecimento já chegou

A Manuela Rodrigues, gerente de desenvolvimento e cultura na B3, uma das principais empresas de infraestrutura de mercado financeiro do mundo, é também um importante cliente da SPUTNiK que enxergou o valor da criação de uma Universidade Corporativa. “Aqui na B3, acreditamos que o desenvolvimento vai além do treinamento, dessa maneira, incentivamos nossas pessoas a buscarem novos conhecimentos ao encarar novos desafios e ao se relacionarem com outras pessoas e áreas, em todas suas interações. Falando sobre educação formal, existe uma linha institucional de desenvolvimento baseada na estratégia e cultura, mas quem decide o conteúdo de desenvolvimento são os gestores e próprios funcionários”. Ela conta que um dos valores da empresa é ser um “ambiente para as pessoas se desenvolverem”, e é exatamente por isso que acreditam que o desenvolvimento não é apenas treinamento, mas sim a jornada diária dentro da B3.

Mas e depois da pandemia, como fica? Para Manuela, ao mesmo tempo em que esse isolamento intensificou a oferta de conteúdos em diversos formatos, aumentou também a ansiedade pelo desejo de não apenas estar informado, mas de aprender e ter as habilidades necessárias para a nossa nova realidade. Dentro da B3, ela relata que uma das estratégias da educação in company é deixar disponível mensalmente o calendário de treinamentos para que as pessoas possam se inscrever no que querem e acreditam fazer mais sentido para sua carreira. “Além disso, utilizamos uma plataforma de reconhecimentos que geram “Milhas” que funcionários e estagiários podem resgatar e transformar em treinamentos e experiências, desde um curso “Chora PPT Online” da Perestroika, ou por exemplo, um café da manhã virtual com um Diretor”. Gustavo afirma que, “em um cenário de erosão de fronteiras de mercado de trabalho, líderes precisam ter fluência intercultural porque a educação corporativa atua para preparar lideranças a lidar com diversidade” e com as adversidades, como a que vivemos agora. Ele conta que, na primeira semana de junho, eles estrearam o programa MOVE no Grupo O Boticário, batendo o recorde de 470 inscrições em apenas 5 dias, o que mostra “que os colaboradores já perceberam que o novo Educa.GB é diferente e inovador”.

Vem com a gente então conferir as 3 dicas que vão ajudar a sua empresa a fazer a educação executiva in company sair do papel:

1 – Forme e retenha talentos

Se você pensar no perrengue que o RH às vezes passa para conseguir preencher certas vagas, vai entender que essa primeira dica é valiosa. Formar e capacitar seus próprios talentos in company é como encontrar o pote de ouro atrás do arco-íris. “O pool de talentos é cada vez mais vazio, está cada vez mais difícil encontrar talentos e cada vez mais caro contratá-los. A educação corporativa ajuda a empresa a desenvolver talentos e, assim, fechar gaps de sucessão”, diz Gustavo compartilhando um de seus segredos do sucesso. Entra também, nessa dica, a questão de promover, como ele recomenda, o upskilling e reskilling dos colaboradores ajudando a manter todos com habilidades atualizadas. Na B3, o foco é deixar as pessoas mais engajadas e vinculadas à organização, porque consideram que “desenvolvimento e oportunidades de crescimento profissional é um dos principais fatores de retenção”.

2 – Valorize necessidades individuais

A gente já falou que a aprendizagem é um caminho de mão dupla, de descobertas mútuas e muito enriquecedoras. Dentro da empresa não poderia ser diferente. E quem entende bem do assunto concorda: “nossos treinamentos são conectados às nossas necessidades estratégicas, nosso core e nossa cultura. Nossa trabalho é facilitar o match entre a causa da B3 e as necessidades individuais de nossas pessoas”, de acordo com Manuela. Ela é uma das lideranças do B3 Desenvolve, um hub curado pela equipe de desenvolvimento, que combina a estratégia da B3 com o que os colaboradores sugerem. “Estruturamos o nosso Desenvolvimento Institucional em aprendizagem contínua, ou seja, mostrando para as pessoas que o desenvolvimento está disponível 100% do tempo, 70% on-the-job, 20% com interações e apenas 10% presencial. Nosso principal objetivo foi provocar um processo de autoconhecimento individual para que cada pessoa tivesse autonomia para montar sua grade, considerando suas necessidades, mas também o parceiro, modelo e ferramenta”.

3 – Procure parceiros referência em liderança

Para criar espaços de aprendizagem para os colaboradores, sua empresa pode formar parcerias fundamentais para trazer especialistas para dentro do ambiente corporativo, o que vai aperfeiçoar o aprendizado e proporcionar trocas incríveis. “Buscar parceiros que sejam hubs e catalisadores de melhores práticas, que possuem conhecimentos especializados e com didática que vai gerar o engajamento real dos funcionários”, segundo Manuela, faz todo o sentido para empresas que querem implementar o aprendizado in company porque vai incorporar “as necessidades que estão fora da empresa para dentro dela, colocando o usuário, o “aluno” no centro”.

Sua empresa pode começar a se preparar agora para o futuro, e os cursos e projetos da SPUTNiK focados na formação da inteligência de liderança – como as Universidades Corporativas, o Volátil, Match, o Pulso e o Virei gestor, e agora? – abrem espaço hoje para que seu primeiro passo seja dado com a firmeza necessária para alcançar onde se quer chegar amanhã.