5 dicas para criar espaços de aprendizagem in company que engajem e capacitem seus colaboradores

 

Aprender durante toda uma vida: responsabilidade única e exclusiva do indivíduo ou também um papel social de organizações, ao garantirem a criação de espaços benéficos para que o aprendizado seja livre, criativo e potente? Em meio ao contexto volátil que estamos vivendo, joga-se ainda mais luz no papel social que o universo corporativo pode ter ao garantir espaços de aprendizagem que engajem seus funcionários e que siga capacitando-os ao longo de suas carreiras. 

A cultura organizacional está mudando, e isso já vinha acontecendo mesmo antes da pandemia que vivemos agora. E que vai mudar e muito o que vamos viver quando tudo isso passar. As pessoas estão se transformando, e se as empresas não acompanharem esse crescimento pessoal e profissional dos indivíduos, não chegarão ao futuro, que pede mudanças imediatas no presente. Se o mundo muda, a educação também precisa mudar. E é acreditando nessa premissa que as empresas estão enxergando a capacitação não apenas como o aumento das vendas ou da produtividade, mas sob a ótica da satisfação e motivação dos colaboradores.

Seu repertório é um HD

Aqui na SPUTNiK, a gente gosta de imaginar o nosso cérebro como um HD: à medida em que aprendemos, experimentamos, nos tornamos mais e mais criativos, saímos do óbvio para enriquecer o nosso repertório individual, que vai nos conduzir ao conhecimento que o coletivo também proporciona. Nesse ambiente coletivo, que antes era apenas a sala de aula, entra também a empresa para a qual se trabalha. Os profissionais sabem, cada vez mais, o valor do Lifelong Learning, e vão querer fazer parte de corporações que reconheçam a importância do aprendizado contínuo, real e empoderador. O estudo “Educação Corporativa no Brasil” (Delloite) com 126 empresas, revelou que 28% das empresas pesquisadas já possuem universidade corporativa; das 72% que não possuem, mais de um quarto delas (28%) já demonstra interesse em criar a estrutura em até 2 anos. 

E a sua empresa, está inserida em qual cenário quando o assunto é a educação?

Um convite ao conhecimento

Acompanhando o mundo, o mercado de trabalho também segue mudando, e hoje os profissionais precisam de profundidade em diversas áreas, o que juntamente com a experiência prática, vai os tornar relevantes. A SPUTNiK se aprofundou para construir a nova pesquisa sobre Lifelong Learning, junto com a Andréia Matos, e você vai ver que 88% dos brasileiros abraçam a ideia de que a aprendizagem não termina na escola, que é hora de se reinventar em busca de novas habilidades. Sob o ponto de vista das empresas, investir na habilidades dos trabalhadores também faz sentido – promove flexibilidade e criatividade, resolução de problemas, trabalho em equipe e um maior senso de agência entre os funcionários, tornando-os mais felizes e produtivos. Para Mariana Achutti, CEO e Co-Founder da SPUTNiK, desde a última década, muito se fala sobre a volatilidade dos novos tempos, o avanço tecnológico, o impacto dos movimentos comportamentais no ambiente de trabalho e na aprendizagem, mas “as empresas ainda não estão preparadas para uma real revolução nos formatos de trabalho. Ainda estamos presos a um mindset quase que imutável, e a própria expressão “o novo normal” mostra o quão enraizados a padrões somos”.

Um mundo volátil pede o oposto de mindset fixos, porque essa é a essência da mudança que tanto queremos. Para Mari, a pandemia pode ser o que vai criar a ruptura do que acreditávamos ser “normal” e do que realmente precisa ser estruturado em relação ao aprendizado constante e mutável. Um bom primeiro passo, não só para as empresas mas para as escolas em si, seria investir em metodologias que tenham o aluno como foco, incitando o engajamento, convidando esse aluno a estar sempre presente.

Quando uma empresa decide abrir espaço para o aprendizado, isso significa que querem ajudar seus times de trabalho a descobrirem como a mudança vai acontecer, de um jeito híbrido, personalizado e realmente efetivo. Para trazer um ponto de vista de quem já faz parte dessa nova experiência de aprendizado in company, além da Mari, a gente convidou o Gustavo Brito, líder da Educação Corporativa no Grupo Boticário, para nos ajudar a formular dicas que podem guiar a sua empresa a ser um catalisador de conhecimento. “A aprendizagem no século 21 pós-COVID19 é em tempo real. No trabalho, o novo “normal” não será o mesmo para todas as empresas, e enquanto muito se fala da chegada de vez do home office, acredito que viveremos nos próximos anos o Out Of Office, isto é, a possibilidade de trabalhar em qualquer lugar, em qualquer país, qualquer empresa”, conta Gustavo.

Aqui, criamos uma lista de pequenas faíscas para você e sua empresa colocarem essa ideia em prática.

1 – Crie um ecossistema que fuja do convencional

Toda empresa é formada por pessoas diferentes, com backgrounds distintos e mindsets diversificados. E para trabalhar com toda essa diversidade, o aprendizado também precisa ser ampliado. Você pode desenhar programas e entregas customizadas, que atendam aos grupos específicos de colaboradores, ao mesmo tempo em que privilegia a riqueza da coletividade. É importante conectar o processo educacional com a gestão dos talentos, encontrando denominadores comuns e incomuns dentro do seu time para construir um ecossistema no qual todos se sintam parte, e a partir disso, possam aprender e ensinar uns aos outros, encarando juntos os desafios da empresa. Como começar a fazer isso? Nossos projetos modulares, com abordagem humanista e conteúdos customizáveis, é um bom ponto de partida para criar metodologias que de fato tenham aderência, usando tecnologias disponíveis e que gerem engajamento, criando assim jornadas de ensino personalizadas para os colaboradores.

2 – Deixe o controle de lado

O paradigma de hierarquia autoritária, onde um manda e os outros obedecem, já está sendo quebrado há tempos, e as empresas do futuro entendem que, no lugar do controle e do comando, entram a confiança e a colaboração. A liderança da empresa vai se sentar ao lado dos colaboradores nos espaços de aprendizagem, deixando de lado a barreira que, antes, os impedia de crescerem juntos. Afinal, o conhecimento é o que vai deixar todo mundo conectado, ajudando a criar novos líderes prontos para o futuro coletivo que já começou.

3 – Invista em educação disruptiva

Para ultrapassar as fronteiras da sala de aula, os espaços dedicados à educação in company precisam ser híbridos: os colaboradores vão trazer para a mesa temas que acreditam ser relevantes nas iniciativas educacionais, e a relação professor-aluno passa a ser uma experiência de troca mútua que mistura a prática e a teoria, indo além da zona de conforto de cada um. Antes de oferecer a capacitação, a empresa precisa se capacitar para descobrir qual a melhor forma de trazer o aprendizado para dentro da cultura organizacional, ultrapassando o ensino formal com ações integradas baseadas em diferentes modelos de aprendizado. A Universidade Corporativa da SPUTNiK é um caminho interessante para a construção de programas que engajem equipes e gerem impacto dentro e fora da empresa para a transformação acontecer de verdade.

4 – Crie metas e KPI’s

Quando se planeja com metas, considerando toda a performance desejada do espaço que se deseja criar, os objetivos se tornam mais claros e tangíveis. Colocar o Lifelong Learning como uma das metas in company é investir não só em resultados, mas em profissionais que evoluem a partir da descoberta de novas habilidades. Espaços de aprendizagem estão diretamente relacionados aos indicadores-chave de desempenho porque vão traduzir essa nova visão empresarial, além de convencer as lideranças de que educar é um caminho não apenas rentável, mas também cultural e agregador, além de ser uma grande vantagem competitiva frente aos concorrentes. E quando se mantém a consistência do que está sendo feito, a aprendizagem se torna cada vez mais enraizada na sua empresa.

5 – Aposte no valor do Lifelong Learning

Investir no Lifelong Learning deixou de ser uma opção para as empresas que querem continuar relevantes no futuro. É fundamental enxergar o processo de aprendizagem de forma séria, trazendo especialistas de diversas formações, como educação, filosofia, sociologia e antropologia, para fazerem parte dessa nova jornada de conhecimento. A educação tem que ocupar um lugar efetivo dentro da cultura da organização porque não é apenas treinamento, é uma engenharia social que precisa de pessoas capacitadas para funcionar, contemplando importantes temas atuais como produtividade, inteligência emocional, transformação digital, gestão de projetos, criatividade, gestão da mudança, entre vários outros. Para Gustavo, “o Lifelong Learning não floresce quando não é pensado de forma holística, como exercício de construção sócio-antropológica”.

Quer se aprofundar mais no tema? Se joga nessas leituras indicadas pela Mari e pelo Gustavo: