As empresas precisam acompanhar as mudanças do mercado, que se movimenta sem parar. E como a cultura da adaptação vai otimizar o processo da transformação corporativa?

 

A gente bateu um papo sobre a importância de construir um clima propício e produtivo dentro da cultura organizacional num post recente. E agora é a hora certa de falarmos sobre a cultura da adaptação principalmente porque, em tempos de pandemia e da mudança de mindset para a nova realidade do trabalho remoto, alguns pontos dentro da cultura corporativa podem precisar ser transformados. Adaptar-se se torna a chave para acompanhar o dinamismo nesse cenário, e a transformação vai fazer com que sua empresa e seus colaboradores movam os negócios na direção certa dos resultados surpreendentes!

Planta brotando entre paredes e diante de sol forte

O que você vai encontrar neste post?

  • Em clima de adaptação!
  • Cultura forte, transformação potente
  • Se adaptar por quê?
  • Diferenças que acrescentam
  • Adaptar é inovar
  • Luz no fim do túnel
  • Em clima de adaptação!

 

A criação da cultura que rege toda uma empresa e seus colaboradores nasceu de um processo de adaptação. A ideia do negócio surgiu, valores foram definidos, estratégias esboçadas e, para colocar a cultura em prática, os profissionais foram se adaptando. Daí, criou-se o clima, a atmosfera na qual esse ambiente de trabalho se desenvolve dia após dia, e a forma como as pessoas interagem entre si para tirar o melhor do trabalho híbrido, coletivo e transformador. Transformação é, inclusive, o que caracteriza a cultura da adaptação em sua essência. Se é preciso se adequar é porque novos comportamentos, processos e estratégias foram criados, concorda?!

A cultura organizacional, bem como o clima dentro da empresa, podem ser medidos, avaliados e aprimorados, não tem nada de errado em corrigir algum aspecto ou mudar totalmente a direção. Estamos na era da adaptação, a gente diria: antes da pandemia, as empresas já tinham entendido que o futuro é o presente; agora, além de viver esse futuro que já chegou, as organizações precisam se movimentar para que o novo mindset ágil se torne uma realidade na nova realidade do trabalho remoto. Parece complexo? Mas não é se seu time estiver preparado para ganhar ainda mais força na superação de desafios e, mesmo distante, continuar mais unido do que nunca. Quer saber mais sobre o team building durante o isolamento social? Falamos sobre isso nesse post, vem relembrar!

 

Cultura forte, transformação potente

A gente sabe que construir uma cultura forte tem benefícios em todos os aspectos da empresa, e com certeza é um dos maiores motivos para fazer dela uma empresa bem-sucedida. Tanto a cultura quanto o clima favorável ao bom trabalho são intensificados por um time altamente engajado em atingir a mais alta performance. Os profissionais que se identificam com a cultura que a organização prega estão muito mais propícios a serem motivados e, mais do que isso, a estarem sempre prontos para participar de forma ativa na rotina de trabalho. E isso resulta em? Pessoas muito mais satisfeitas para avançarem na carreira junto com a empresa!

Com a cultura forte, se uma transformação for necessária, vai ser bem fácil para todos se adaptarem aos novos contextos porque os colaboradores já estão engajados em produzir não mais, mas melhor (dizem que uma boa cultura e um clima organizacional maravilhoso aumentam até o ROI das empresas, imagina que beleza?!). Se os colaboradores foram contratados não apenas por suas habilidades, mas porque se adequam aos valores que a empresa possui e estão alinhados com a cultura organizacional, não há mudança que seja complexa. Se os líderes são exemplo e inspiração através de suas ações, não há transformação que seja brusca.

“Se você quer construir um navio, não chame as pessoas para juntar madeira, divida o trabalho e ou dê ordens. Em vez disso, ensine-os a ansiar para o vasto e infinito mar.”

Antoine de Saint-Exupéry

 

Se adaptar por quê?

Muitas vezes somos assustados pelas mudanças. Se você pensar, há poucos meses atrás, quem imaginaria que a gente estaria, hoje, usando máscaras dia e noite para se proteger de um vírus ainda desconhecido? Nem as bolas de cristal previram essa pandemia!

Animação de mulher repetindo a frase "Veo en tu futuro"

Vai parecer piada ou ficção quando contarmos para as nossas próximas gerações sobre o que o mundo vive agora, mas de uma forma ou de outra, estamos todos nos adaptando (#usamáscara #ficaemcasa #nãoaglomera #homesweethomeoffice!). Cada indivíduo, independente da cultura, e cada empresa, também de qualquer tipo de cultura, precisou encontrar um novo jeito de viver uma nova realidade. E isso está sim impactando a sua cultura organizacional (para melhor, a gente espera!), e as pessoas vão precisar se adaptar mais do que nunca para seguirem sendo produtivas, inspiradas e, não podemos deixar de mencionar, seguras.

Mais uma vez, é muito importante ter os colaboradores conectados com a cultura organizacional para que, qualquer que seja a mudança, eles possam se encaixar dentro dos modelos renovados. Podemos dar um exemplo que se tornou comum em vários mercados: uma empresa, antes local, expande e passa a atuar globalmente. Sabemos que em uma cultura estrangeira, uma das habilidades mais importantes a se desenvolver é a capacidade de aprender a se comunicar no novo idioma, e você também precisa aprender a traduzir seu comportamento para não acabar cometendo uma gafe cultural, o que pode colocar a empresa em maus lençóis. Mas um dos aspectos mais críticos (e também mais subestimados) da adaptação, e aquele que causa mais problemas para as empresas ao operar globalmente, é a tradução de sistemas, processos e procedimentos corporativos – em outras palavras, o porcas e parafusos de como as empresas realmente fazem negócios no mundo globalizado de hoje. Tudo é uma questão de adaptação, muita prática, estudo e dedicação!

 

Diferenças que acrescentam

Continuando com o exemplo da empresa global, o que se pode fazer para aumentar as chances de sucesso? Conscientize seus líderes sobre as diferenças culturais é um passo muito importante porque eles vão conduzir a cultura da adaptação para os demais, e isso começa em ações simples como a maneira de dizer alô e adeus, ou trocar cartões de visita em uma reunião, que diferem de acordo com o contexto cultural em que a empresa se inseriu, o mesmo ocorre com os processos e procedimentos fundamentais. Os tomadores de decisão no topo da organização devem estar cientes dessas diferenças culturais básicas e fundamentais como a etapa inicial mais crítica para construir competência cultural e agilidade no nível globalizado.

Usar a tradução cultural como uma oportunidade para envolver e motivar os colaboradores que a empresa levou junto e os que chegaram vai somar. Quando, como empresa, você inevitavelmente precisa fazer ajustes em seus processos e procedimentos em um cenário global, definir estruturas e regras básicas vai deixar todo mundo bem mais confortável com as alterações e adaptações. Ao introduzir flexibilidade e escolha , você pode simultaneamente globalizar seu negócio e, ao mesmo tempo, envolver e motivar parceiros locais. Sem a flexibilidade para alterar as políticas de reconhecimento, as organizações podem desmotivar os profissionais sem nunca entender por quê. No final, o que é mais importante reconhecer é que o sucesso global é a soma total dos resultados dentro do ambiente de trabalho, independente de qual lugar do mundo o seu time está. E para alcançar esses resultados, é essencial ser flexível, atencioso e criativo, especialmente em relação à adaptação de sistemas e processos organizacionais.

 

Adaptar é inovar

Toda mudança traz cenários surpreendentes, e se a empresa e seus colaboradores sabem extrair o melhor desse processo, não tem como tudo isso ser menos do que transformador. Inovar e adaptar o modelo de negócios de uma empresa não é tarefa fácil. Porém, é necessário quando algum elemento disruptivo transforma o mercado, seja pela intervenção de um concorrente, seja por uma causa externa inimaginável até poucos meses atrás, como a COVID-19, o que fez com que todo tipo de indústria precisasse passar por algum tipo de ajuste. É verdade que a pandemia está causando uma crise econômica mundial, com lojas consideradas potência mundial fechando suas portas, como aconteceu com a multimarcas americana Century 21 e o fechamento de 251 lojas nos USA e Canadá da famosa Victoria’s Secret. Se isso pegou o mundo todo de surpresa, imagina a avalanche que atingiu os pequenos negócios.

Mas nem tudo é desanimador: ao mesmo tempo, muitas empresas precisaram descobrir novas maneiras de se reerguer, o que levou à mudanças drasticamente positivas, como a maior valorização dos colaboradores, um melhor relacionamento com os clientes, e a inovação no desenvolvimento de produtos. No cenário cultural, por exemplo, diretamente afetado pelo distanciamento social, a tecnologia se mostrou a “salvação” dos negócios: encontros, shows e eventos passaram a ser realizados online com escritores, artistas, palestrantes, etc, liberando conteúdos digitais, publicando vídeos, mostrando a vida em confinamento de artistas, criando lives. Muitas dessas ideias não era exploradas antes, e agora, com essas ações, relações mais pessoais foram estabelecidas, ainda mais de acordo com a experiência cultural de que cada um estava acostumado a viver lá do lado de fora. Comunidades foram criadas por meio de fóruns virtuais e plataformas de videoconferência, fazendo os usuários podem se desconectarem da monotonia diária para desfrutar e aprender de outra forma durante o confinamento. Estratégias desse tipo permitem que as empresas do setor e os clientes superem melhor esse período e que os relacionamentos sejam fortalecidos e duradouros, com foco mais no valor agregado oferecido e menos no preço.

 

Luz no fim do túnel

Quando o assunto é adaptação, nada está perdido! Aqui na SPUTNiK, a disrupção sempre foi palavra de ordem e não é a tôa que ela rima também com transformação. Assim como o mercado cultural está se adaptando, a sua empresa também pode, junto com a gente, encontrar novos caminhos. Os meios que permitem que a proposta de valor seja entregue aos colaboradores e clientes estão entre os mais afetados por uma pandemia que limita as múltiplas formas de interação com o mundo, mas abre espaço para a inovação (não é que rima também?!). A dica de ouro é criar novas experiências, seja para o trabalho remoto, para a educação in company ou para oferecer aos consumidores algo que nem eles sabiam que, hoje, iriam precisar.

E é exatamente por isso que a nossa metodologia sempre defendeu o ensino multidisciplinar, através de multiplataformas, para criar uma conexão entre o digital e o presencial. Mais do que não estar restrita à sala de aula, a inovação não se reduz ao home office, ela está em todo lugar, basta a gente saber olhar, reconhecer e fazer acontecer de verdade. Onde a gente se encontra nesse novo cenário? Com certeza, a gente vai descobrir que se adaptar ao novo é estar presente (mesmo pela tela do computador!). É estar se transformando, e não tem um jeito de se adaptar mais do que estando juntos!