Volatilidade, incertezas, complexidade e ambiguidade: essas quatro palavrinhas, usadas para descrever o mundo em que vivemos hoje, indicam caminhos que a liderança deve seguir (ou evitar!)

 

Mais uma vez, as mudanças entram na pauta para indicar novas direções. O chamado mundo VUCA é esse cenário de transformações rápidas com diversas facetas que estamos experimentando hoje. Sim, antes da pandemia, já estava tudo mudando o tempo todo. E agora é o momento certo para a liderança da sua empresa se transformar também. Para melhor e avante!                                                                                                                       

O que você vai ler a seguir:

  • Que raios é mundo VUCA?
  • E onde entram as empresas nisso?
  • Autonomia, ativar!
  • Líderes conectados com o tempo
  • Liderança do futuro

 

Que raios é mundo VUCA?

As mudanças na velocidade da luz que acontecem globalmente nos faz, às vezes, não conseguir acompanhar tudo o que criam ou desenvolvem por aí. Se você não sabe o que é o tal mundo VUCA e como surgiu, a gente faz um resuminho aqui:

Volatility

Uncertainty

Complexity

Ambiguity

A combinação entre os conceitos das palavras volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade foi feita pela primeira vez no universo militar, na década de 90. Quando o exército norte-americano precisava caracterizar contextos de guerras possíveis a serem enfrentados, usavam o termo VUCA. assim, para cada situação, conseguiam criar um plano específico de contingência ou ataque. Por isso passou a ser utilizado para ambientes fora da guerra depois dos atentados de 11 de Setembro justamente porque essa tragédia acendeu o alerta para questões de segurança nunca antes imaginadas, em diversos âmbitos da realidade americana e ao redor do mundo. Para o teórico Zygmunt Bauman, o mundo VUCA pode ser traduzido como uma “modernidade líquida” onde nada é fixo, tudo é passível de mudança e nós, meros mortais, temos que seguir na mesma velocidade para acompanhar.

 

E onde entram as empresas nisso?

Há menos de 10 anos atrás, o termo VUCA chegou ao ambiente corporativo para descrever cenários altamente desafiadores. Exatamente como o que vivemos agora: volátil, ou seja, as coisas mudam rapidamente; incerto com dinâmicas imprevisíveis; complexo pelo tanto de escolhas envolvidas nas mais simples decisões do dia a dia; e ambíguo por contemplar tudo o que falamos antes junto e misturado, onde escolhes devem ser feitas, e cada uma delas representa uma renúncia.

No mundo VUCA, as empresas que se colocam como inovadoras, que abraçam a educação corporativa, que adotam estratégias híbridas e multidisciplinares com certeza estão mais preparadas para lidar com o que for que estiver por vir. Todas as decisões na sua empresa são afetadas pelas características VUCA, e seus colaboradores precisam estar prontos para responder na mesma velocidade em que o mercado se transforma. Em um ambiente colaborativo, por exemplo, como falamos neste post, com pessoas e ideias diversas, todos conseguem se conectar para ir atrás dos mesmos objetivos corporativos. E isso, claro, se aplica para a liderança. Os líderes que estão se preparando para enfrentar os desafios do mundo VUCA sabem lidar com cenários incertos, enxergando neles caminhos diferenciados. Esse líder se motiva com a volatilidade das coisas porque está ligado sobre o dinamismo do mercado, e diante das complexidades, consegue enxergar além dos problemas para dar de cara com as soluções mais assertivas. Esse tipo de liderança entende que, quanto mais ambíguo é o mundo, mais difícil é interpretá-lo, mas não é impossível: se existe vontade de se jogar em novas oportunidades, existe a possibilidade de sair vencendo levando um time inteiro junto.

 

Autonomia, ativar!

Reagir às mudanças de forma dinâmica é ter autonomia para tomar as melhores decisões. Tanto para os líderes quanto para os colaboradores, a liberdade de expressão e de opinião é fundamental não só para formar uma hierarquia horizontal, mas para que, mesmo com cada um sabendo claramente o seu papel dentro da estrutura organizacional, todos juntos trabalham muito melhor. Os líderes que têm autonomia contam também com a resiliência de saber quando algo precisa ser mudado ou sair do planejamento, e ainda saber a hora certa de apostar em ideias que hoje parecem sem sentido, mas que têm um grande potencial amanhã.

Como líder, o profissional é responsável pela maior parte das decisões sobre os parâmetros que definem como sua organização pode operar. O aumento da volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade significa que você e sua empresa devem buscar novas orientações e ter uma abordagem inovadora para a gestão. Só então você pode garantir resultados positivos em circunstâncias alteradas. O mundo VUCA desafia a sua empresa a encontrar seu próprio caminho. Vocês vão entender os cenários e desenvolver um comportamento empático, sempre mais preocupados com os indivíduos e suas necessidades. Assim, o significado e o propósito assumem um papel central nas atividades de negócios. As pessoas determinam o sucesso de cada empresa e isso requer as condições estruturais adequadas com as quais cada profissional pode contribuir com suas habilidades e serviços para atingir resultados mais qualitativos e quantitativos. Isso sempre foi válido e se torna ainda mais importante no VUCA. 

A vontade de se envolver em uma cooperação genuína e assumir responsabilidades claras é um pré-requisito básico para a inovação. Isso exige liberdade, criatividade, rapidez, flexibilidade e uma cultura corporativa que conecte as pessoas à organização. Essa conexão se torna mais significativa e pode ser trazida ao foco da liderança de forma ainda mais decisiva. No mundo VUCA, o mais importante é antecipar o futuro e fortalecer a cooperação em empresas com soluções modernas. Decisões e conexões são fatores de sucesso para moldar a causa comum. O objetivo é canalizar a energia usada em qualquer caso para canais significativos de modo que possa levar a abordagens e medidas que agregam valor.

“Enquanto o gerente heroico do passado sabia tudo, podia fazer tudo e poderia resolver todos os problemas, o gerente pós-heroico pergunta como todos os problemas podem ser resolvidos de uma forma que desenvolva a capacidade de outras pessoas para lidar com eles.”
– Charles Handy, Filósofo econômico e social irlandês

 

Líderes conectados com o tempo

O líder de hoje precisa refletir sobre inúmeras coisas – a gente listou algumas delas nesse webinar bacanérrimo sobre liderança, vale o play! – e liderar vai muito além de apenas gerenciar. Equilibrar habilidades emocionais, agilidade e criatividade é o desafio que o mercado lança a seus novos líderes. É sobre lidar com os outros, consigo mesmo e com o todo. Se você se tornou o líder da sua empresa, o curso Virei gestor, e agora? pode ser interessante para te ajudar, a partir do autoconhecimento, orientar as pessoas e o trabalho para esse mercado VUCA aí de fora.

Pensando nessa conexão dos líderes com a volatilidade do mercado, a gente criou um ebook bem interessante com um compilado de artigos que trazem esse novo olhar sobre o que é liderar de verdade abrindo espaço para as mudanças que precisam ser feitas. E para bater um papo profundo, cheio de experiência e aprendizado, a gente convidou especialistas que estão dando o que falar no mercado. Não queremos dar spoiler do que você vai ler nesse material, mas vamos contar um pouquinho para você ficar sedento por mais informação de qualidade!

Para começar, a Grazi Mendes trouxe um tema bem rico sobre onde o foco das empresas deveria estar: nas pessoas e não nos recursos, nas competências e não nas metas. O que isso significa? Ela ressalta a importância das pessoas estarem motivadas no ambiente de trabalho, sem abrir mão até mesmo dos seus próprios sonhos para cumprir metas intangíveis. Liderar atualmente é criar um ambiente colaborativo de verdade, que é muito mais do que encher o escritório de post-its coloridos, mesas de jogos e máquinas de snacks. É trabalhar com propósito para incentivar os outros ao redor, afinal as pessoas não “cabem” mais dentros das salas porque têm conhecimento para expandir todas as barreiras. A Mari Achutti, founder e CEO da SPUTNiK, traz o intraempreendedorismo e o capital humano como ingredientes de uma liderança efetiva.

“Se gestão é sobre planejar, conduzir e acompanhar uma equipe, liderança é sobre inspiração. Gestores propõem direcionamentos, líderes trazem questões ao time que vão engajá-los a encontrar respostas que façam sentido às suas próprias experiências.”
– Mariana Achutti

 

Liderança do futuro

O ebook traz, ainda, olhares diferenciados e perspectivas inovadoras sobre as empresas do futuro que, mesmo apostando na tecnologia, continuam colocando os profissionais como prioridade. Falando em nova visão, o Francisco Milagres, líder na transformação de líderes e de organizações, traz um panorama sobre o overview effect, que é justamente a mudança de paradigmas, a quebra de barreiras que nos fazem ver o trabalho e a vida sob um ponto de vista humano, único e surpreendente. Você vai encontrar também alguns hacks que favorecem a boa liderança, e só para dar uma pista do que vai ler por lá, a gente fala sobre o reconhecimento das suas vulnerabilidades, em olhar para as inseguranças como norte para se fortalecer com o liderança.

O líder que se prepara para o futuro (que já chegou!) tem autoconfiança, empatia e uma força de vontade imensa de fazer acontecer. De acordo com um relatório do Fórum Econômico Mundial, no mercado VUCA, mais do que suas habilidades técnicas, o que vale mesmo são as experiências que você traz, a capacidade de resolver problemas complexos, sua flexibilidade cognitiva e sua inteligência emocional. Assim, você como líder, junto com sua equipe motivada, consegue transformar a narrativa corporativa da sua empresa.

Quer baixar o ebook e mergulhar ainda mais fundo no tema da liderança no mundo VUCA? Está bem aqui ó, você vai curtir!