SPUTNIK

Storytelling: escreva histórias que vão ser aplaudidas de pé

Do início ao fim, a narrativa que você escolhe contar tem que ser instigante e nada previsível. Vamos começar a escrever juntos?

Todo storytelling é uma experiência, e todos nós somos feitos de um tanto delas, não é verdade? Você, o seu negócio, um time inteiro: todo mundo tem muito o que contar, mas prender a atenção dos ouvintes é praticamente uma arte. E pra dominar essa habilidade, é preciso começar com uma página em branco, pronta para ser preenchida por uma narrativa que conquista e, mais do que isso, leva muitas pessoas juntas numa aventura que tem tudo para ser um sucesso.

Vire a página!
Vire a página!

Vamos te contar neste post:

  • Comece pelo começo
  • Acender a faísca: isso que importa!
  • Escrever é desenhar caminhos
  • Inverta a lógica do convencional
  • Tenha um propósito!
  • Propósito gera fidelidade
  • Transforme o seu storytelling

Comece pelo começo

Não tem como dar início a uma boa história de outro jeito: independente de qual for o seu objetivo, a sua narrativa precisa de um bom motivo para ser escrita. Esse vai ser o seu primeiro passo, antes de mesmo de pegar a folha em branco ou criar um novo documento de word. Seja para conseguir o emprego dos sonhos, para convencer as pessoas sobre um novo produto, ou para motivar os integrantes do seu time a serem ainda melhores, a sua narrativa tem que começar de algum lugar. 

“Mas eu tenho pânico da página em branco!”

Sim, a gente entende (e confessamos: a maioria das pessoas têm medo também!). Mas assim que você define o seu objetivo e o porquê está começando a escrever, as ideias vão fluir, pode acreditar. Ter um bom início é a garantia de que seus leitores vão, pelo menos, ficar animados em saber o que mais você tem a contar. E, mais do que isso, vão continuar a leitura porque é preciso prestar atenção ao início para que o resto do seu trabalho tenha a chance que merece de brilhar. E por falar em brilhar…

 

Acender a faísca: isso que importa!

É bonito demais quando a gente vê os olhos dos nossos ouvintes brilhando porque a gente sabe que conseguiu acender aquela faísca de curiosidade, de interesse, de paixão. Porque criar um storytelling que faça sentido é escrever com paixão, transmitindo esse sentimento para todo mundo que está ali escutando. E estar apenas ali não significa que as pessoas estão curtindo a sua história, o que importa é olhar para elas e sentir que sim, a faísca foi acesa e não vai se apagar até o final dessa narrativa, seja esse desfecho feliz ou nem tão feliz assim. 

Depois que você define o tema sobre o qual quer contar uma história, as primeiras palavras que surgem no papel são aquelas que convidam os leitores a trilhar o caminho da sua narrativa ao seu lado. Por isso, invista em como você vai dar o pontapé nesse enredo, onde os seus personagens – que podem ser pessoas, produtos, empresas, profissionais ou qualquer outra coisa que você quiser – vão estar. Aqui, é muito importante que os ouvintes consigam imaginar o cenário que você está criando e queiram fazer parte dele. Explorar elementos, cores, expressões corporais e descrições bem detalhadas levam as pessoas “para dentro” da sua história, trazem os personagens para a realidade deles, fazendo surgir perguntas sedentas por respostas.

Escrever é desenhar caminhos

As suas respostas vão vir à medida em que você vai trazendo as pessoas mais para perto dentro da narrativa. O que o seu público vai querer saber a partir do que você está entregando? Você consegue trazer referências do passado que façam sentido no presente dos personagens ou produtos? Para envolver os leitores, o diálogo, por exemplo, é uma boa tática no storytelling. A interação entre pessoas é uma troca que não dá errado em história nenhuma (principalmente na que a sua empresa está escrevendo junto com os profissionais todos os dias!)

Um diálogo significativo, que segue uma linha de raciocínio claro e embasado, é o que vai prender a atenção do seu leitor do início ao fim, principalmente se você traz algo dramático ou envolvente para a ‘cena’. Mais do que isso, o diálogo pode ser a sua ferramenta para que o ouvinte queira saber para onde essa história está indo. Mas fique atento: quando a gente fala em diálogo, isso não significa que o seu storytelling vai estar cheio de gente falando o tempo todo. Muito pelo contrário! 

A sua própria forma de escrever pode sugerir que trocas de experiências estão sendo feitas mesmo quando não temos dois indivíduos interagindo entre si. Principalmente se você estiver construindo uma narrativa sobre um produto, na qual você pode trazer opiniões dos consumidores, os sentimentos que eles criaram em relação ao produto, os benefícios que esse produto desperta, e muitos outros elementos que podem funcionar como um diálogo interessante mesmo que ninguém esteja em cena. A personificação de produtos, serviços e empresas pode ser um convite ao mergulho no que a sua história tem de melhor, criando situações que sejam cruciais ao restante da sua narrativa.

Inverta a lógica do convencional

Uma boa história é aquela que vai ser contada de uma perspectiva fora do comum, diferente de tudo o que as pessoas já viram antes. Impossível de escrever? Não! É sempre possível sair da sua zona de conforto para instigar as pessoas a saírem da delas, naquele famoso “pensar fora da caixa”. Se você pensar na caixa como sendo uma sala de aula, você vai entender (e fazer o seu leitor enxergar) que isso não faz mais sentido porque a disrupção tomou conta do aprendizado e de qualquer forma de storytelling, concorda?! 

O storytelling que as pessoas querem ouvir hoje é aquele que não se baseia em enredos clichês, que traz novas perspectivas, que os faz pensar e ir além. É uma narrativa que não está engessada porque a arte de contar histórias se assemelha a criar uma obra de arte: requer a prática que o faz dominar soft skills para que você consiga criar uma maior proximidade, inspirando por onde quer que você vá contar a sua história. O consumidor hoje não confia em uma marca pelo produto que ela está vendendo em si, mas pelo motivo pelo qual essa empresa vende esse produto. É a razão que a gente mencionou lá no início do post: o que faz o seu storytelling ser um sucesso é o que fez você começar a escrevê-lo. E com as organizações não seria diferente, certo?!

“Se você pedir para um grupo de pessoas guardarem 12 palavras, elas vão guardar em média 13% dessa informação. Se você pegar essas mesmas 12 palavras e transformar em uma história, elas passam a guardar não 13, mas 93% disso. Então história funciona! Porque se eu coloco uma informação dentro de um fluxo de pensamento, você passa a ter um propósito.” – Pinho Fornari, professor do Chora PPT

Tenha um propósito!

Esse, possivelmente, é o segredo de todo storytelling, e a gente está compartilhando com você agora! Como diz o Pinho, que comanda o Chora PPT – há 13 anos o maior curso de narrativa e técnicas de apresentação do Brasil -, empilhar informações, mesmo que seja de um jeito lógico, não é contar uma história. Escrever uma narrativa é criar um fluxo que vai conduzindo o ouvinte por caminhos que chegam a algum lugar. Afinal, o seu objetivo foi trilhado antes mesmo de começar a colocar suas ideias no papel. O bom storytelling vai ser aquele que desconstrói o enredo, ao mesmo tempo em que constrói a narrativa, com o conteúdo bem amarradinho num ritmo que, independente de ser frenético ou calmo, vai ser eletrizante para quem o recebe.  

O seu propósito é aquilo que te fez chegar até aqui para contar a sua história. É uma ideia inovadora, um produto que o mercado ainda não conhece, um processo de trabalho a ser implantado, ou até mesmo algo que você ainda não conseguiu formatar completamente, mas já sabe que vai ser incrível. Isso é ter propósito: é conseguir fazer as pessoas embarcarem com você em uma ideia que nem mesmo saiu do papel, e se por acaso já saiu, é fazer com que todos queiram fazer parte do desenvolvimento dessa ideia. Ter propósito para escrever um storytelling é saber onde você quer chegar, em qual patamar a sua empresa quer estar, e quando você está tão envolvido com a sua narrativa, não tem como as pessoas não se empolgarem juntas. Se você tem o brilho no olhar de quem sabe o que está fazendo, os ouvintes vão estar presentes porque sentem que você está pronto para fazer essa história acontecer de verdade.

Propósito gera fidelidade


A narrativa transmite propósito, e negócios com propósito são notados e conquistam a fidelidade dos consumidores. Não basta ter um produto ou serviço que resolva um problema – sua empresa precisa mostrar a que veio e por que quer contar essa história. Se você parar para pensar em quando teve uma ideia para abrir um negócio, tinha toda uma narrativa por trás dela – seja no desenvolvimento de um novo produto ou no crescimento da empresa. Contar essa história para o público nada mais é do que fornecer o contexto para que seus clientes entendam os motivos pelos quais vale a pena investir no seu serviço ou produto.

Sua ideia foi criada para resolver um problema, então conte a história de como você foi afetado por esse problema, e como isso levou à criação do produto ou serviço que sua empresa oferece hoje. Torne a sua história compreensível para o público usando situações da vida real, assim fica bem mais fácil ver como o que você vende vai agregar valor à vida das pessoas. A história da sua empresa vai apresentar ao público as razões que levaram você a começar a escrever essa trajetória. É o que gera confiança, o que aproxima, o que leva as pessoas a se identificarem não com o produto, mas com o que está por trás dele.

Transforme o seu storytelling

Se você chegou até aqui, isso quer dizer que o objetivo desse post foi cumprido. E é exatamente sobre isso que estamos falando: sobre envolver o leitor para que ele queira saber como a nossa história termina. E para sua surpresa, a nossa história só está começando! A SPUTNiK quer escrever essa narrativa junto com você, sua empresa e todos os profissionais do seu time. E, durante a nossa própria trajetória, a gente vem criando ferramentas, metodologias e soluções que se encaixam no capítulo em que a sua história está. 

O Speaker é uma dessas ferramentas que pode levar o seu enredo rumo a um final mais do que feliz, mas também lucrativo e transformador. Porque grandes histórias seguem roteiros consagrados, que não nasceram prontos. Foram construídos a duas ou muitas mãos, com foco em inspirar e trazer resultados surpreendentes. Porque não basta ter algo a dizer, isso quase todo mundo tem. O que importa é dizer de maneira eficiente, de um jeito que engaje o seu público. Porque um storytelling é poderoso quando consegue trazer as pessoas para perto, para dentro da narrativa que você criou. E aí, qual ideia você quer transformar em história hoje?

O presente das empresas do futuro