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Soft skills: como suas habilidades se transformaram na mais valiosa vantagem competitiva

Muito se fala em soft skills, e não tem como negar que elas são, hoje, o que vai alavancar não só a sua carreira, mas o sucesso da empresa que tem você como profissional

Há não muito tempo atrás, profissionais eram avaliados por tudo o que traziam em uma ou duas folhas de papel chamadas currículo: experiência profissional, formações acadêmicas, especializações e cursos livres. Hoje, o profissional que o mercado procura tem tudo isso, mas também vem com uma lista de soft skills, que são as habilidades socioemocionais relacionadas às capacidades de se relacionar, de conviver com os outros, de se comunicar, de colaborar, de ter empatia, e por aí vai. E as empresas que conseguem não apenas contratar, mas manter esses colaboradores valiosos, saem à frente na corrida pelo sucesso no mercado. Quer saber por quê?

Pega na nossa mão e vem!

Confira neste post:

  • O que você agrega às empresas?
  • Enxergar além dos problemas
  • Paciência é habilidade?
  • Ninguém trabalha sozinho
  • Mais algumas soft skills pra prestar atenção
  • O que a empresa ganha com tudo isso?

O que você agrega às empresas?

É interessante começar a falar sobre soft skills pensando sobre essa pergunta. E você pode fazer esse exercício aí do seu lado para pensar na sua listinha de soft skills e o que elas agregam para a empresa sortuda que tiver você como profissional para chamar de sua. Por levantarmos a bandeira do aprendizado que é híbrido, multidisciplinar e inovador (ah, e para vida toda!), a gente ama falar de soft skills. Essas habilidades se tornaram tão famosas e indispensáveis porque dizem muito sobre o ser humano que você é, e mais do que isso, sobre quem você está se tornando ao longo da vida. Por isso, desenvolver as competências sociais, emocionais e mentais passou a ganhar uma relevância absurda quando o assunto é construir uma carreira bem-sucedida, embasada pelo seu próprio talento.

O “pai” do conceito da inteligência emocional Daniel Goleman costuma dizer que habilidades como resiliência, empatia, colaboração e comunicação são todas competências baseadas na inteligência emocional que distingue profissionais incríveis da média do mercado. Para ele, essas habilidades são traços e comportamentos que caracterizam nossos relacionamentos com outros, e a falta delas pode ser a causa de muitas demissões por aí ou de organizações que perdem ótimos profissionais porque se concentram em gerenciamento de desempenho e treinamento de conhecimento de produto porque eles impactam diretamente as vendas, falhando em reconhecer a importância das habilidades sociais.

“Ao ensinar as pessoas a entrar em sintonia com suas emoções com inteligência e expandir seus círculos de cuidado, podemos transformar as organizações de dentro para fora e fazer uma diferença positiva no mundo.” – Daniel Goleman

Enxergar além dos problemas

Para começar a citar soft skills que diferenciam ótimos profissionais daqueles que focam apenas no que podem aprender com a teoria, podemos trazer a resolução de conflitos. Em muitos lugares, só a palavra conflito já dá arrepio, mas nas empresas preparadas para o futuro do trabalho é exatamente o oposto. Um colaborador que sabe não só gerenciar, mas transformar o problema em uma solução inesperada e inovadora, é aquele que chega para ficar em qualquer tipo de organização. 

Transformar uma situação problemática em um novo caminho para evitar que esse tipo de problema aconteça é um talento. É com certeza uma das soft skills que prepara você para o futuro porque abre os horizontes de perspectivas para criar soluções que não apareceriam se sua equipe apenas se descabelasse com o empecilho, deixando de olhar para ele como uma oportunidade de aprimorar processos, facilitar trocas e trazer todos mais perto para encontrar a direção mais assertiva a seguir depois de um tropeço. 

Pensou em tretas no trabalho? Então dá o play nesse SPUTKAST para participar de uma discussão bem interessante, com quem tem ‘mestrado’ em conversas tensas, sobre como não deixar o conflito no ambiente de trabalho sair do controle!


Paciência é habilidade?

Ô se é! A paciência já foi tema de um importante estudo conduzido pela SPUTNiK e de uma série de posts em nosso blog porque se tornou, hoje, em uma competência de ouro que vale tanto quanto aquele pote que fica no final do arco-íris.

Mais importante do que nunca, é essencial não esperar a bomba do conflito estourar, usando a paciência – ainda mais se você for o líder do time – para levantar a bandeira da paz (literalmente!). Ser paciente se tornou sinônimo de se autoconhecer para saber os limites que você mesmo suporta, antes de invadir ou expandir os limites dos outros ao seu redor. Comece a parar um pouco quando tudo estiver parecendo impossível de resolver, respira fundo, e tenta voltar para o lugar de paciência de onde você nunca devia ter saído. É fácil? Não, não vamos mentir. Mas faz uma diferença danada (existem até pesquisas que comprovam que esperar é uma virtude tão importante que te conduz a uma vida muito mais bem-sucedida). 

É isso mesmo: parar para respirar antes de tomadas de decisões importantes é chave para conseguir recompensas – no trabalho e na vida – muito gratificantes, principalmente em um mundo dominado pelo imediatismo. É exatamente nesse mundo que a paciência ganha força como soft skill e se mostra, cada vez mais, em algo totalmente oposto à fraqueza. Aprender a ser tolerante com os próprios erros e com os dos outros, estando aberto a ouvir antes de ser ouvido, é a chave para manter o autocontrole e cultivar o dom de alcançar aquele segundo de equilíbrio que vai impedir que a tormenta se instale no seu dia a dia (mesmo para jogar tudo para o alto, é preciso respirar e pensar nas consequências que isso vai trazer!). Por falar nisso, o InSANO é um bom curso para instaurar a calma por aí no seu ambiente de trabalho viu, pode acreditar!

Ninguém trabalha sozinho

A gente já sabe há muito tempo que saber trabalhar em equipe é uma qualidade fundamental para um profissional que quer evoluir na carreira, se manter em uma empresa de sucesso e, mais do que isso, para quem não quer parar de aprender. Afinal, compartilhar conhecimento se tornou uma habilidade indispensável em qualquer área, e tem tudo a ver com o talento em se relacionar com outro, em saber ouvir mais do que falar, em saber conectar. Conexão, inclusive, é o que define essa soft skill do relacionamento interpessoal. A maioria dos funcionários faz parte de uma equipe, e mesmo aqueles que não fazem parte de uma equipe específica, precisam colaborar com outros colaboradores. Você pode preferir trabalhar sozinho, mas é importante demonstrar que entende e aprecia o valor de unir forças e trabalhar em parceria com outras pessoas para atingir os objetivos da empresa. Isso mostra que você possui as habilidades pessoais necessárias para se envolver em uma colaboração produtiva.

A comunicação também é um talento, que envolve diversos fatores quando a gente fala sobre relações entre colaboradores. Do líder para os integrantes do time e vice-versa: um processo eficiente é aquele em que todos se comunicam de um jeito simples, direto e empoderador. A escuta ativa também deve ser considerada uma habilidade leve de comunicação, porque ajuda você a compreender realmente o que os outros têm a acrescentar. Você precisa ser capaz de ouvir para entender como se comunicar melhor com alguém. Sem fortes habilidades de escuta, qualquer esforço de comunicação será unilateral e provavelmente ineficaz. É uma soft skill de mão dupla, que facilita em várias direções: a habilidade de uma pessoa impacta positivamente o trabalho de todo mundo!

Mais algumas soft skills pra prestar atenção

Existem inúmeras habilidades que se destacam no mercado de trabalho, e outras novas surgem todos os dias. Então é preciso se movimentar, estar atento ao que adiciona mais qualidade ao seu jeito de trabalhar, e valorizar tudo o que você acredita ser transformador para você e para a empresa que te tem como asset. A gente pode destacar mais algumas soft skills, dá uma olhada:

  • Ser um líder

As empresas querem funcionários que possam supervisionar e ser inspiração para os outros colaboradores. Eles querem profissionais que possam cultivar relacionamentos em todos os níveis da cadeia organizacional, que avaliam, motivam, encorajam e disciplinam os demais. Ah, formar equipes, resolver conflitos e cultivar a cultura da organização, assim como compreender como influenciar as pessoas e acomodar suas necessidades, também são elementos essenciais da liderança. O desenvolvimento de habilidades pessoais costuma ser um componente-chave do treinamento de liderança, e o Plano de liderança pode ser uma ótima fonte de inspiração!

  • Ser flexível

No século 21 – ainda mais agora em um cenário completamente novo -, as empresas precisam fazer mudanças rápidas (e às vezes drásticas) para se manterem competitivas. Por isso, procuram por profissionais que também possam mudar de marcha ou de direção conforme necessário. À medida que as organizações se tornaram menos hierárquicas e ágeis, é mais importante do que nunca que os colaboradores sejam capazes de lidar com muitas tarefas diferentes e demonstrem disposição para assumir responsabilidades que podem estar fora de sua área de especialização.

  • Ser ético

Embora você possa ter um gerente, as empresas não gostam de perder tempo microgerenciando funcionários. Você deve assumir as rédeas das suas funções, trazendo para si a responsabilidade de fazer dar certo, aprendendo com os erros e tirando os empecilhos do caminho, sempre focando na honestidade e na ética. E ir além mostra que você está comprometido em realizar seu trabalho com excelência.

  • Ser motivador

Isso é a mesma coisa de ser produtivo, só que mais! As habilidades pessoais melhoram o desempenho e a produtividade dos colaboradores em todos os níveis porque um vai motivando o outro, aprendendo junto e, claro, celebrando as conquistas lado a lado. Os colaboradores são capazes de gerenciar seu tempo de forma mais eficaz e comunicar seus pensamentos com facilidade quando se sentem felizes onde trabalham. Uma dinâmica de equipe mais forte, graças às habilidades interpessoais, também facilita uma maior colaboração. 

O que a empresa ganha com tudo isso?

Tem algo errado nessa pergunta, não acha? Não é só a empresa que ganha: todo mundo que constrói essa organização ganha junto quando as soft skills são valorizadas, compartilhadas e aprimoradas! Se você olhar para um profissional que possui habilidades incríveis, vai ver que todas elas têm a ver com a autoestima e autoconfiança da pessoa. E pode parecer louco, mas isso aumenta a produtividade no processo como um todo porque reduz o número de riscos, o estresse e os conflitos. Ah, e isso sem mencionar – de novo! – a retenção de talentos quando a empresa sabe se beneficiar das melhores habilidades de cada profissional para todo mundo crescer no mesmo passe.

Tem colaborador que ainda precisa desenvolver algumas habilidades-chaves? Não tem nada de errado nisso porque nunca é tarde para aprender. E é exatamente aí que a empresa pode fazer a diferença implantando, dentro da educação in company, metodologias que tirem as pessoas da zona de conforto para que elas se descubram ainda melhores e mais talentosas do que são. Quer oferecer algo que pode abrir os horizontes de muita gente? Compartilha o nosso whitepaper sobre habilidades socioemocionais com todo mundo e agenda um bate-papo sobre o assunto em grupo, vai ser bem bacana!

O presente das empresas do futuro