Pessoas são apaixonadas por histórias e saber contá-las é um diferencial e tanto. Mas, e aí, o que você sabe além do bê-a-bá das narrativas? A forma que você começa a contá-las é instigante? Criativa? Inovadora? O start de uma conversa pode fazer a diferença na forma como você cativa o ouvinte e como o relacionamento entre empresa e cliente vai se desenrolar a partir daí. Por isso, a gente te ajuda. Neste texto, falaremos da importância de uma apresentação de alto impacto, do papel estratégico da comunicação e levantamos do’s e dont’s no momento inicial da apresentação. 

Do tio no churrasco de domingo à colega do trabalho, do seu vizinho a CEO da sua empresa: pessoas são apaixonadas por histórias. E apesar do encantamento que podem causar, a verdade é que nem todo mundo sabe contá-las. Quando vamos fazer uma apresentação de trabalho, por exemplo, e não dispomos das técnicas necessárias, a falta de uma narrativa coerente e instigante fica bem evidente. Quer uma prova? Puxe na memória: quantas vezes você já não se viu contando os minutos no relógio no meio daquela apresentação cansativa e depois lembrava muito pouco ou quase nada do que foi mostrado? É por isso que quando o assunto é o famoso PPT, a velha e polêmica expressão “a primeira impressão é a que fica” encaixa como uma luva.

Não há uma receita pronta para o storytelling de apresentações. Como quase tudo na vida, o primeiro acerto só vem depois de muita tentativa e erro. Mas, antes de testar, é necessário ter um roteiro em mãos, para mostrar o caminho das pedras rumo àqueles primeiros segundos de apresentação, que valem ouro quando o que está em jogo é a atenção do público. Principalmente quando estamos falando de apresentações de alto impacto, que vão ser decisivas para que o relacionamento vá além da reunião — seja quando o público é o chefe ou um importante cliente.

Falamos, falamos, mas o que, afinal, precisa ter nesse roteiro? Vamos te mostrar a seguir!

Quem tem medo de uma apresentação de alto impacto?

Considerado um dos maiores gurus do conceito de Storytelling, o americano Carmine Gallo dedica-se, há décadas, a estudar apresentações de alto impacto de personalidades de diversas áreas — da antológica apresentação de Steve Jobs sobre o Iphone até discursos evangelizadores do Papa Francisco.

Em todos os casos, Gallo constata, no livro “Storytelling: Aprenda a contar histórias com Steve Jobs, Papa Francisco, Churchill e outras lendas da liderança”, que a paixão é o que move e conecta o interlocutor com os seus ouvintes. Do pitch de uma startup em busca de investidores até o TED de um ganhador do Nobel ou do Prêmio Pulitzer, o brilho no olhar, para o autor, revela mais do que o propósito da mensagem dos cases que relata no livro: se você acredita e banca o que fala, o público, no mínimo, vai sentir uma pulga atrás da orelha para entender o que, de fato, instiga tanta empolgação e confiança do apresentador. E não vai sair da cadeira ou desgrudar os olhos do palco até encontrar a resposta.

Portanto, o primeiro passo para provocar essa empatia está em se reconectar com o propósito da sua própria mensagem. E como fazer isso?

Não há receita de bolo, mas nessas horas o analógico é uma boa pedida. Afinal, já foi cientificamente comprovado que escrever à mão ajuda a reter mais informações e a focar nos pontos mais importantes no trabalho, se compararmos o método à digitação em computadores ou tablets.

Por isso, pegue seu bloquinho e faça os exercícios a seguir: 

O que impacta você? Conte e reconte para si e para o papel: 

  • O que te motivou a chegar até ali?
  • Por que a apresentação é tão importante para o seu relacionamento com o público-alvo?
  • O que move sua mensagem? 

Descobrindo o herói da sua história

No livro, Gallo comenta uma técnica muito utilizada pela apresentadora Oprah Winfrey. Ele afirma que a americana, em boa parte dos seus discursos, adota uma retórica que começa a partir da identificação de um ponto de empatia simples a ser compartilhado com seu público, a partir do qual ela desenrola uma experiência que, sob seu arco narrativo, mostra ser uma experiência que transformou de forma decisiva o protagonista.

Encontre o momento crucial da sua história e faça dele a introdução épica da sua apresentação de impacto. Pense nos momentos em que esteve à beira de um ataque de nervos ou quando sentiu que a peteca iria cair. Instigue o público a sofrer, com você, os problemas que fizeram da sua história um case irresistível de sucesso.

Faça do título um impacto à parte

Pense em um título que represente a beleza da sua mensagem — ou a sua verdadeira força. Dependendo do público-alvo, a descontração e a ousadia podem falar mais alto nesse momento. Assumir uma face disruptiva logo no começo, além de instigar curiosidade, também adianta o impacto que vai ditar as regras da tua apresentação. 

Imagens também falam e muito!

A regra não vale apenas para o início da apresentação — mas dar o primeiro passo é muito importante para que ela seja, de fato, a apresentação de alto impacto que você precisa.

Na elaboração do roteiro, é impossível ignorar a força dos recursos visuais. Boa parte da atenção do público concentra-se na visualização de imagens e, por isso, é importante logo nos primeiros slides trazer uma identificação visual que dialogue com os pontos estratégicos dos seus slides.

Pense em palavras-chave que devem estar em evidência e abuse de imagens que podem representá-la.

Fuja da tela branca: o Chora PPT pode te ajudar 

No curso Chora PPT da Sputnik, ensinamos seu time a desenvolver apresentações de alto impacto do zero, passando por técnicas de storytelling até a finalização do layout que irá prender a atenção do público nos mínimos detalhes. Saiba aqui como podemos te ajudar.