Se o objetivo no horizonte é quebrar a corrente, interromper o curso natural das coisas, pensar fora da caixa e, por que não?, inovar, temos uma boa e uma má notícia. A má é que não há receita de bolo pronto: cada empresa tem necessidades diferentes quando o assunto é disrupção e a capacitação de seus times. Já a boa notícia é que é possível navegar nesse mar, mas de outra forma. Cursos in company trazem conhecimento de forma individualizada e sob medida. Mas, afinal, será que estamos lidando apenas com um hype?

Por aqui, acreditamos que não. Os cursos in company prometem mudar a forma como nos relacionamos com o conhecimento. Para as empresas, isso pode ser um atalho precioso rumo à inovação de processos e, consequentemente, a um modelo de negócios mais competitivo. Quer saber de que forma? Contamos a seguir. 

Não é mais sobre o futuro: os cursos in company já estão entre nós  

Recentemente, a Cia dos Talentos, em parceria com a Great Place to work, realizou o estudo “O Futuro do Trabalho”, no qual investigou as principais tendências que prometem dominar o mercado. A partir de cinco pilares (Modelo de Negócio, Branding, Equipes, Modelo de Trabalho e Cultura de Aprendizagem), a pesquisa conversou com 246 empresas e observou diversos desafios enfrentados por elas. O diagnóstico? Há muita vontade, mas poucas iniciativas de mudança. 

O protagonismo do colaborador ainda esbarra em vícios hierárquicos que não reconhecem a importância de se desenvolver capacidades do time que poderiam fazer a diferença a curto prazo. Há investimento em cursos in company, mas sob um olhar um tanto conservador: mais de 80% das empresas entrevistadas subsidiam treinamentos, porém, 27% delas exige que o colaborador permaneça no emprego durante um tempo determinado após o curso. Um pensamento pragmático, mas insuficiente para o amanhã.

Outra pesquisa também aponta o reconhecimento das empresas em relação aos cursos in company como uma forma de aumento da competitividade nos negócios e de forma imediatista. O estudo Modelos e Práticas de Educação Corporativa, realizado pela PWC com companhias brasileiras, mostrou que 75% das empresas de médio e grande porte têm seus treinamentos internos definidos a partir das necessidades do seu planejamento estratégico. Portanto, esse recurso surge quando há dificuldade em contratar profissionais com a formação técnica necessária para os desafios da empresa. Os cursos presenciais são os que recebem mais investimento — correspondem a 50% das horas de treinamento das grandes e médias empresas entrevistadas.

Mariana Achutti, CEO da Sputnik, reforça o papel estratégico de adaptação oferecido pelos cursos in company, uma vez que se valem de uma metodologia de ensino que, ao mesmo tempo em que oferece uma atualização rápida às demandas do mercado, conversa com novas dinâmicas sociais e econômicas — diretamente atreladas às nossas relações com a informação como a grande moeda de valor dos nossos tempos. 

“Já passamos por mudanças significativas nos modelos de produção. Todo mundo fala do amanhã sem se dar conta de que o futuro é agora e que estamos sendo levados, todos os dias, a seguir o ritmo imposto pela transformação digital. E, aqui, estar aberto a novos modelos de ensino e oferecer isso aos times possibilita que a empresa se adapte e corra atrás do prejuízo de ter nascido em uma época anterior a essas mudanças, num cenário que apresenta concorrentes que já carregam em seu DNA o gene da transformação constante”, observa.

Inovação como efeito cascata 

Ao trazer para o ambiente corporativo a responsabilidade de formar seus times profissionalmente, os cursos in company podem ser aquele passo que faltava para a empresa alcançar o desejado diferencial de mercado. “Quando a empresa leva para o seu ecossistema novas possibilidades de pensar o aperfeiçoamento profissional por meio da educação, já produz inovação automaticamente”, argumenta Achutti.

Skills que estão longe das salas de aula (e hoje valem ouro)

Em um contexto corporativo mundial de transformação digital, conhecimentos técnicos não bastam para acompanhar as mudanças. É preciso desenvolver um senso apurado de criticidade e de tomada de decisões rápidas e enérgicas. E, por trás de tudo isso, é necessário ter uma personalidade em que habilidades socioemocionais estejam no lugar e ajudem na formação de equipes cada vez mais diversificadas. Conhecimentos que, com certeza, não estão nos livros.

Na Sputnik, por exemplo, oferecemos cursos que trabalham com a conexão do aluno consigo mesmo e com o mundo, com lições que mesclam conhecimentos tradicionais com metodologias voltadas ao autoconhecimento e à empatia. Isso ajuda a empresa a ter colaboradores mais engajados com a cultura interna, fortalecendo o propósito da marca — algo imprescindível para entregas de qualidade e que superem metas.

Um time engajado e que trabalha com propósito de dono

Ao reconhecer que a empresa está investindo no seu desenvolvimento, colaboradores se sentem mais à vontade para pensar em soluções criativas e que, muitas vezes, demandam autonomia e um senso de que não é preciso esperar o chefe aprovar para fazer acontecer. As entregas aumentam e podem resultar em novos patamares para os negócios.

Redescoberta — e retenção — de talentos

Colaboradores que são instigados a se atualizarem acabam encontrando nos cursos in company uma forma para se reinventar profissionalmente. Aqui, falamos um pouco sobre o papel estratégico do desenvolvimento pessoal de cada integrante da equipe. O ensino corporativo reforça essa ideia ao possibilitar à empresa uma formação de novas competências do time que poderão ser decisivas para explorar novas veredas no seu modelo de negócios.