Os melhores talentos do mercado talvez já são parte da sua equipe, você só precisa deixar eles mostrarem que vieram para fazer a diferença!

“Ser o protagonista dentro de uma empresa para conseguir, dentro desse ecossistema, criar algo que faça sentido para si mesmo.”

Faz muito sentido começar o nosso post com a frase da Mari Achutti, founder e CEO da SPUTNiK, que é um exemplo de intraempreendedorismo que deu muito certo. E isso pode estar acontecendo com muitos dos profissionais que constroem a sua empresa, mas talvez eles não encontram o incentivo que precisam para decolar e voar alto em busca de grandes conquistas junto com você.

Pensando nisso, que tal a gente bater um papo sobre o que é o intraempreendedorismo e como essa ideia pode despertar nos profissionais a vontade de ir além?

Neste post, você vai encontrar:

  • O que intraempreendedorismo
  • Terreno fértil para empreender
  • Um convite ao autohackeamento
  • Investir em pessoas como capital ativo

Com certeza seus talentos estão prontos. E a sua empresa, vai acompanhar esse ritmo de evolução combinada com inovação?

O que é intraempreendedorismo? 

Vamos começar com um convite à reflexão: você sabe o que faz o seu coração bater?

Pare um minutinho, respira fundo e responde aí do seu lado antes de continuar lendo o que temos para compartilhar.

Agora, vamos lá: não é do dia para a noite que a gente descobre o que ama fazer ou o que quer fazer para o resto da vida (okay, parece muito tempo, mas tem bastante gente fazendo o que não gosta por mais da metade da vida viu…). O que a gente ama e o que realmente paga nossas contas podem ser coisas completamente diferentes, e sorte daqueles que conseguem se encontrar a tempo de aproveitar muito mais as carreiras que escolheram porque é exatamente o que faz o coração deles bater mais forte.

Começamos com esse exercício de reflexão porque o conceito de intraempreendedorismo é isso mesmo: identificar o que te deixa inquieto, o que fica te cutucando para aprender mais, para viver melhor, para ser mais feliz. Lá em meados dos anos 70, Gifford Pinchot III, escritor e empreendedor, chamou pela primeira vez os intraempreendedores de “sonhadores que fazem”. Não é lindo a gente sonhar com algo e, de repente, conseguir ir lá e fazer acontecer?

Por falar nisso, a Mari compartilhou com a gente que o lema criado para a SPUTNiK tem tudo a ver com o tema deste post: para tirar planos do papel direto para sua realidade, não tenha medo de meter a cara, se jogar no “vai lá e faz!”. “Eu sempre fui uma pessoa que teve muito protagonismo dentro dos lugares onde eu trabalhei, sempre vesti muito a camisa, sempre tive muita motivação intrínseca em mim, e por isso o intraempreender dentro do universo da Perestroika acabou sendo algo muito orgânico”. Da gestão da escola, ela se tornou cliente, e depois voltou como parceira, que foi quando a SPUTNiK nasceu: aproveitando o ecossistema que já existia (e funcionava!) para fazer com que uma ideia desse certo.

“Não é todo mundo que nasce para ser empreendedor e começar do zero, e não é todo mundo que tem o privilégio de conseguir empreender.” 

Mari Achutti

Colocando de um modo simples, o intraempreendedorismo é quando o profissional decide empreender dentro dos limites de uma organização existente, como a Mari fez. Mas temos que ressaltar um ponto crucial: a sua empresa abre espaço para isso, para o colaborador ser a própria inovação?

Terreno fértil para empreender

Em um ambiente engessado e arcaico, com aquela história toda de hierarquia, chefe e ordens, talvez o profissional nem se atreva a tentar propor mudanças (e esse tipo de cultura nem merece muito esforço, concorda?!). Mas, hoje em dia, a maioria das empresas está se preparando para o futuro que já começou (ainda bem!), e isso significa uma abertura bem maior ao que vem para somar. Nesse novo tipo de ambiente, o desafio é premissa básica para que o trabalho flua e a produtividade voe alto.

Se você é o dono ou o líder de uma empresa, um passo importante aqui é praticar o desapego. Sim, é hora de deixar para trás os métodos tradicionais que emperram o processo evolutivo, desatar as amarras que freiam a autonomia dos colaboradores e abrir os braços para novos riscos. Não, você não leu errado: se arriscar é a chave para quem quer dar lugar à inovação, e quando a própria empresa se joga no universo das novidades, leva todo mundo junto.

“Novos projetos e novas iniciativas dentro das organizações vão tornar a inovação algo muito mais pulsante.” 

Mari Achutti

Para o intraempreendedorismo funcionar de verdade, a cultura organizacional precisa ser focada em pessoas porque é isso que vai permitir que as inovações, mesmo que sejam radicais, possam ser trazidas à tona. A empresa passa a ser uma espécie de incubadora para os talentos que ela já tem, ao invés de procurar coisa nova do lado de fora. Se as decisões são horizontais (o modelo bottom-up de gestão), as ideias vindas dos profissionais são as primeiras a serem consideradas pela empresa, principalmente porque eles têm papel crucial na tomada de decisões.

A SPUTNiK ama falar sobre educação disruptiva (você provavelmente já sabe disso porque está sempre aqui com a gente!), e esse caminho de aprendizado que é híbrido e compartilhado faz muito sentido para quem quer intraempreender porque cria o terreno fértil para que as mudanças se instalem. A transformação corporativa é coletiva, é troca, é convívio, e por quê não errar junto também? Nos processos que envolvem a cultura da inovação, o erro é aprendizado redobrado porque você foi lá e fez.

Feito isso, o que é bem relevante quando falamos de incentivar o intraempreendedorismo, o momento a seguir vai ser dominado pelos seus profissionais, afinal quem entende melhor sobre uma empresa do que quem está lá todos os dias, encarando problemas e conquistas, lidando com clientes? E aqui vai o nosso empurrãozinho para eles se jogarem para alçarem voos ainda mais altos:

Um convite ao autohackeamento

A motivação é algo interno, a empresa pode sim incentivar os profissionais a buscarem ser melhores, mais antenados e mais capacitados, mas eles só vão aceitar esse convite se isso fizer sentido para cada um deles, e ser parte do jeito que cada um acredita que vai isso vai significar crescimento dentro do aprendizado ao longo da vida.

Descobriu o que faz o seu coração bater como pessoa e como profissional? Então se joga para fazer a diferença dentro e fora da empresa!

Quando você decide empreender dentro da empresa, você já começa com a vantagem de ter toda uma estrutura à disposição, isso sem falar da segurança financeira. É o que a gente chama de ter um suporte valioso!

Sabe aquele ditado de que “tudo tem ônus e bônus”? Sim, é bacana demais empreender na empresa que você ama trabalhar, mas é também muita mão na massa e responsabilidades, sem falar na cobrança que aumenta também. Sabemos que isso, ao invés de ser uma pedra no sapato, vai ser motivação para crescer mais. Quem se joga no intraempreendedorismo está pronto para:

  • Ser estratégico
  • Enfrentar problemas como desafios
  • Usar a comunicação como aliada
  • Buscar resultados através de objetivos bem definidos
  • Se entregar por inteiro à criatividade
  • Ser um caçador de novos conhecimentos

Investir em pessoas como capital ativo

Tanto a empresa quanto o profissional estão com sede de novas oportunidades para transformar ideias inovadoras em projetos que sejam lucrativos, contando – todos – com muita maturidade no lance para lidar com riscos. Lidar significa assumir mesmo, mergulhar de cabeça, sem medo de ser feliz ou de fracassar. Se vocês têm confiança no que estão investindo, o fracasso vai ficando cada vez mais longe, pode acreditar!

Um erro que muitas empresas cometem é sufocar a criatividade dos empregadores que têm o potencial de manter a empresa se movendo para o futuro. A Kodak tem um exemplo clássico disso quando o engenheiro elétrico Steven Sasson inventou e criou a primeira câmera digital. Ele apresentou sua ideia aos executivos da empresa, que viram a invenção de Sasson mais como uma ameaça do que um viés evolutivo da fotografia. Mesmo com a permissão de produzir um protótipo, ele foi convidado a manter sua invenção em silêncio e a câmera nunca viu a luz do dia. Em 2012, a Kodak declarou falência porque não estavam preparados para ser parte do mercado de tecnologia digital. 

Exemplos contrários mostram o valor de abordagens simples e poderosas que favorecem o intraempreendedorismo, como a DreamWorks, que orienta seus colaboradores a inovar para fazer a empresa prosperar através de programas de capacitação, como oferecer treinamentos gratuitos, desde a escrita do roteiro até a apresentação, antes de colocá-los na frente dos executivos da empresa. Se as ideias atendem ao padrão exigido, elas são colocadas em desenvolvimento, no mesmo patamar de um produto criado pela empresa. Os funcionários do Google recebem algumas horas por semana para se dedicarem a projetos inovadores de sua escolha. Essas grandes corporações entendem que, se não apoiarem seus profissionais, o intraempreendedor geralmente falha, sai para ingressar em outra empresa ou iniciar a sua própria, e pode se tornar um concorrente em potencial.

O intraempreendedorismo, um dos maiores motores que uma organização pode ter, vai ajudar a sua empresa a reter os talentos difíceis de se encontrar lá fora, além de guiar a descoberta de novas fontes de renda e da inovação dos processos. Todo mundo ganha e muito, e os profissionais vão fazer de tudo para seguir junto com o seu negócio porque acreditam e investiram nele com o que eles têm de mais importante: o conhecimento. 

 

A SPUTNiK tem bastante experiência em ajudar empresas a se transformarem porque somos a provocação dessa mudança no universo corporativo. E criamos processos de educação in company junto com você, de um jeito totalmente criativo e disruptivo. Vem saber como vamos evoluir juntos porque o que é convencional nunca vai ser o suficiente!